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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ainda as palavras de Pinto Monteiro

Escreve JF Neves no Joeiro (link):
Pois bem, realmente o PGR disse que em Portugal há escutas a mais e que não sabe se o seu próprio telemóvel estará sob escuta. E depois? Ninguém sabia? Não é surpresa para quem anda atento (e o PGR é um homem atento) que há no nosso país escutas legais a mais e há muitas mais ilegais. As legais resultam da pressão que a PJ e o MP fazem sobre os JICs e estes, muitas vezes, não são tão exigentes quanto a lei exigia que fossem.(...).
Sem duvida. Como diz alguém que eu conheço: correctíssimo.

Mas..., continua: (...)E as ilegais são anedóticas. Não só há brinquedos de crianças à venda nas lojas (para os aprendizes de detective), que com 20,00 € permitem escutar conversas à distância, como, dizem os entendidos, com 100,00 € qualquer pessoa pode comprar no mercado o equipamento que permite escutar o que se quiser em matéria de telefones fixos ou móveis.
Pronto…, tinha de vir a parvoíce, a fantasia ou a conversa fantasmagórica, como se preferir. Num certo sentido até é positivo que mesmo pessoas inteligentes continuem a acreditar nestas anedotas dos “entendidos”.
Como sempre os fantasmas devem servir a alguém.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um terramoto provocado por “uns barulhos esquisitos”

Entre os magistrados do Ministério Público pede-se a demissão do Procurador-geral da República, posição partilhada também por vários inspectores da Polícia Judiciária e juízes contactados pelo DN. Por seu lado a ASFIC é mais comedida. Apenas exige esclarecimentos.
É o que dá falar sem saber. O que na posição que Pinto Monteiro ocupa é gravíssimo. Pena é que a comunicação social e os críticos se foquem apenas na polémica dos “barulhos esquisitos”. Afinal…, quantos dos muitos que escrevem e falam terão lido a entrevista do princípio ao fim?

domingo, 21 de outubro de 2007

Fernando Pinto Monteiro, no melhor pano cai a nódoa

Um ano passado, mais coisa menos coisa, sobre a chegada do Conselheiro Pinto Monteiro à PGR temos de ler isto num jornal chamado Sol:

O que pensa da possibilidade de os serviços de informações fazerem escutas?
Eu vou dizer uma coisa com toda a clareza, que talvez não devesse dizer: acho que as escutas em Portugal são feitas exageradamente. Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei. Penso que tenho um telemóvel sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos.


Perguntam-lhe alhos, o homem responde bugalhos. Porquê?
Os “barulhos esquisitos” é uma conversa tão ridícula quanto anacrónica. Caro Conselheiro, barulhos esquisitos era o que acontecia nos defuntos telefones analógicos. Defuntos, vai para uma década.
Caro Conselheiro: todos sabemos que é um homem das serras que abomina as tecnologias da informação e comunicação mas credo, está na hora de abrir os olhos a esse admirável mundo novo, sob pena de cair no ridículo e ser apelidado de pateta. Vivemos na era digital vai para uns bons pares de anos, homem. E olhe que a evolução tecnológica não pára. Por outro lado, se acha que as escutas em Portugal são feitas “exageradamente” então tome providencias no sentido que deseja; tem instrumentos para isso.
Se não sabe como lidar com toda esta realidade então convide-me para seu assessor que logo, logo, eu lhe tentarei explicar. É que a minha dissertação de mestrado ainda vai demorar - pelo menos - uns bons meses a ser escrita…